#Projeto365

Eu sou a pessoa mais frustrada da vida por nunca conseguir completar um projeto sequer. Quer dizer, não digo projetos de um modo geral, mas esses que a gente se coloca uma meta no início do ano e acaba largando no decorrer, sabe? Acho que já tem uns 2 ou 3 anos que tento fazer aqueles projetos fotográficos mês a mês, e sempre acabo desistindo lá pela metade do primeiro mês, esqueço que existe instagram e essas coisas costumeiras.

Este ano, porém, tive a ideia de me enfiar no 365 dias. Esse, pelo que dizem, é um dos mais difíceis de cumprir, primeiro porque a vida é monótona demais pra gente se inspirar em tirar fotos todos os dias, segundo porque se preocupar com esse tipo de projeto é cansativo. Mas eu parei pra pensar em um fato interessante: de toda a sua vida, quantos dias você realmente lembra com detalhes? Quantas coisas você se recorda de ter feito e dizer que, por mais simples que tenha sido aquele dia, ele realmente teve um momento importante, singular ou algo que te fez sorrir nem que seja por poucos segundos? Exatamente… A gente tem a tendência chata de guardar os momentos desagradáveis, e esquece que os dias ruins não são feitos totalmente de momentos ruins.

Pensando nisso, eu decidi me aventurar. Apesar de adorar fotografia, eu não sou alguém que tá sempre apontando a câmera pra todos os cantos e clicando, então esse desafio vai ser bastante complicado pra mim, primeiro porque exige a criação de um hábito que eu não tenho, que é tirar fotos com constância e atualizar o instagram. Segundo porque eu sou aquele tipo de pessoa com tendências pessimistas, o que também envolve a criação de um novo hábito que é ver o lado bom das coisas.

  • Its a new dawn its a new day its ahellip
  • Sideshow Bob?

Como funciona?

Bom, agora que nós já entendemos porquê eu decidi me enfiar nisso, que tal falar sobre o projeto?

Como eu já disse, o projeto consiste em basicamente tirar uma foto por dia, durante 365 dias, e publicar em uma rede social (normalmente instagram, facebook e flickr, mas nada impede de você escolher qualquer outra) com as devidas tags e legendas.

Tenho que começar no primeiro dia do ano?

Veja bem, eu tenho tocs, então achei que seria justo começar isso no dia 1º de janeiro (já que só a ideia de começar no meio do ano já me causa desconfortos), junto com todos os demais projetos que eu decidi iniciar nessa mesma época. Mas nada impede da pessoa começar em outubro, por exemplo. Não é um projeto com muitas regras, na verdade, eu acredito que a principal regra é se divertir.

Esqueci de postar uma foto hoje, preciso abandonar o projeto?

Não! Existe dias em que realmente nossa cabeça está em outro lugar e você simplesmente esquece de algumas coisas, só por isso precisa abandonar o que estava fazendo? Não faça como eu em anos anteriores, afinal o intuito disso é se divertir e não tornar o projeto uma obrigação. Caso você se esqueça de postar a foto em um dia, você pode simplesmente pular aquele dia e continuar contando do seguinte (o que vai fazer o seu projeto durar um pouco mais do que 365 dias), ou compensar postando duas fotos no próximo. Não tem problema. A brincadeira é sua e você leva do  jeito que quiser, ok? Ok!

Mas Gigi, uma foto por dia é muito! Não pode ser mais light?

Claro que pode. Se você acha que o compromisso de fazer uma foto por dia é muito, você pode se enfiar em outros projetos. Exite inúmeros blogs como a Fat Mum Slim e a Lominha, com suas tags #PhotoADay e o #TheFabulousProject, que consistem em criar temas para suas fotos diárias, e são desafios mensais inspirados em listas que elas postam em seus blogs e instagram.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Além disso, se 365 fotos é muito pra você, existe o Projeto 52 semanas, onde você só publica uma foto por semana. Dá pra todo mundo brincar de todos os jeitos.

Se você quer saber mais sobre o projeto e, quem sabe, até começar o seu, você pode entrar nos grupos do Flickr ou Faceboook dedicados à troca de figurinhas ou acompanhar a galera que também participa. Tem também o site 365Project, onde você pode se divulgar.

 

Sobre voltar a blogar

Eu tenho blog desde 2006, quando, pela primeira vez, eu decidi criar um espaço onde pudesse colocar as minhas ideias. Era um espaço pequeno num blogger da vida, e muito provavelmente eu tenha sido a única pessoa na face da terra que acessou aquilo. Não lembro qual era o nome, mas o intuito inicial era um diário virtual, porque eu acreditei que pudesse passar o que eu escrevia em caderno pra um espaço online, e foi super divertido. Obviamente que isso não viveu por muito tempo, mas logo depois veio a ideia de criar algo em conjunto com algumas amigas, de novo não foi algo que seguiu adiante, mesmo porque eu era a única realmente comprometida com a minha própria ideia (ou talvez nem tanto assim). Alguns outros vieram depois disso, eu cheguei a testar diversas plataformas pra blog (e foi nessa época que eu descobri o meu potencial para escrever histórias), mas nada que tenha sido relevante.

Em 2009 nasceu o Desconstruindo o Universo, uma versão primitiva do que um dia viria a ser o Universo Alternativo um ano mais tarde. Ele era um mix de blog pessoal com cultura inútil/alternativa que, sabe-se lá porque, algumas pessoas gostavam de acompanhar. O layout era um desses free que a gente encontrava por ai (popularmente conhecido como template, que você podia facilmente baixar em sites como o do Maximus e derivados, pessoal da antiga vai lembrar), e não tinha absolutamente nada a ver com o que a gente fazia naquela época, uns tons marrom, bege e verde com umas pistas, uns mapas… um verdadeiro show de horrores hospedado num blogspot da vida, mas foi quando eu descobri que gostava de produzir conteúdo e que talvez eu fosse boa nisso. Só quando nós passamos a realmente ser Universo Alternativo que eu conheci uma das maravilhas do mundo chamada WordPress.

Eu não to contando essa história pra mostrar o quanto eu sou arcaica (eu poderia sentar aqui durante horas e contar como era difícil ter que atravessar a internet atrás de fogo, voltar e ainda correr o risco de perder o fogo no meio do caminho em alguma chuva ou queda acidental num lago, ou como era a vida sem a roda), mesmo porque nóis queria continuar parecendo que tem 16 anos, né nom? Mas a ideia é situar que existe todo um passado antes disso tudo aqui. E por que eu falo nós? Porque o Universo Alternativo foi uma equipe maravilhosa e teve anos de glória. Chegamos, inclusive, a ser um portal de entretenimento, mas matamos isso. Houve guerra civil (caça as bruxas com forcados e tochas) e muitas pessoas quase morreram no processo. Desde então eu tento voltar a blogar. Já tive alguns outros blogs que, definitivamente, não foram pra frente. Tentei erguer projetos conjuntos, tentei inclusive retomar o que o UA foi algum dia, mas não fui nada feliz na minha jornada, chegando inclusive a pensar que eu realmente não sirvo mais pra isso.

Eu desisti, e depois desisti de desistir, porque blogar é algo que me faz falta. E depois de muito pensar, eu decidi que o Universo Alternativo tinha que voltar com uma cara e forma totalmente diferente do que ele já teve algum dia (não tão diferente assim, porque afinal de contas a ideia inicial de blog pessoal será mantida), porque neste momento nós não somos uma equipe. Neste momento é a Gisela que está aqui tentando colocar em palavras alguns sentimentos que estão enroscados há algum tempo, tentando reaprender essa coisa de compartilhar ideias. Eu deixei de lado a questão do entretenimento e decidi falar um pouco de mim, trazer o conceito de Universo Alternativo de volta e encontrar pessoas que queiram compartilhar do meu universo.

Esses dias eu estava passando por ai na internet e encontrei um post no Starships and Queens (um blog que eu acompanho há algum tempo), chamado Sobre Escrever e Publicar, que me motivou bastante, porque ela expressou o que eu queria dizer, ou talvez ela tenha me ajudado a entender o que eu realmente queria voltando a ter blog? Quem sabe…

Não estou voltando pro mundo dos blogs pra ser blogueirinha famosa e ganhar seguidores, estou escrevendo aqui porque eu gosto de compartilhar minhas histórias (não que a minha vida seja legal de ser compartilhada), quero poder voltar a ler as minhas próprias lembranças e rir delas, rir da forma como eu consigo ser totalmente estúpida em determinados momentos. Quero reler minhas crônicas e entender pontos da minha vida de uma outra perspectiva. Pela primeira vez em muito tempo eu estou escrevendo pra mim, mas será muito bom se você quiser participar também!

Consulta #6 – Lose Yourself

Doutor;

Quantas vezes você já se perdeu nesta semana? E eu não estou falando de virar a esquina errada e acabar numa rua desconhecida, eu estou me referindo a se perder de verdade, daquelas vezes em que a gente nem sabe direito quem é e tenta procurar nos outros aquilo que tá faltando. Sabe como é? Eu sei bem, queria não saber, mas eu sei. Talvez eu tenha passado muito tempo tentando achar fora de mim tudo aquilo que fazia falta. Tempo demais tentando me conectar a pessoas que talvez não fossem as certas, única e exclusivamente pra ceder aos caprichos do ego.

Ego is a bitch, ainda mais bitch que o karma, se é que você me entende. Aquela pontinha de vaidade que nos preenche e faz agirmos como imbecis. Karma é aquela coisa que, querendo ou não, a gente não consegue controlar, já o ego a gente até controla, mas será que queremos? E é ai que a gente acaba se perdendo, nessa batalha ridícula de ego, vaidade e orgulho. Você pode até pensar que essas palavras são sinônimos, mas eu diria que elas são complementares, um não existe sem o outro, da mesma forma que nós nunca aprendemos a ser nós mesmos se estivermos com elas.

Engraçado.

Eu estava ouvindo Eminem hoje cedo. Eu sei… Eu não gosto de rap, mas por algum motivo essa música entrou no aleatório e algumas palavras me fizeram pensar. “Se você tivesse uma chance ou uma oportunidade para ter tudo o que você sempre quis, você pegaria ou deixaria escapar?” Então entra aquela questão: o que você sempre quis é aquilo que vai te fazer bem? Você vai mesmo precisar se perder em você mesmo pra descobrir? Eu me perdi, e vou te dizer que não é uma das melhores coisas da vida. Na verdade, o pior de se perder é querer se achar e estar tão cheio de si que não consegue se reconhecer mais. E quando você se perde, encontrar o caminho de volta é bem mais difícil.

O problema do mundo é e sempre será essa batalha de egos, onde ganha aquele que for o mais desinteressado possível. Mas será que ganha mesmo? Até que ponto vale? Somos todos perdidos em nossos egos, com as nossas vaidades e orgulhos. Somos tão perdidos que até Satã sentiria inveja, caso ele se importasse.

You can do anything if you set your mind to man.

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