Sobre voltar a blogar

Eu tenho blog desde 2006, quando, pela primeira vez, eu decidi criar um espaço onde pudesse colocar as minhas ideias. Era um espaço pequeno num blogger da vida, e muito provavelmente eu tenha sido a única pessoa na face da terra que acessou aquilo. Não lembro qual era o nome, mas o intuito inicial era um diário virtual, porque eu acreditei que pudesse passar o que eu escrevia em caderno pra um espaço online, e foi super divertido. Obviamente que isso não viveu por muito tempo, mas logo depois veio a ideia de criar algo em conjunto com algumas amigas, de novo não foi algo que seguiu adiante, mesmo porque eu era a única realmente comprometida com a minha própria ideia (ou talvez nem tanto assim). Alguns outros vieram depois disso, eu cheguei a testar diversas plataformas pra blog (e foi nessa época que eu descobri o meu potencial para escrever histórias), mas nada que tenha sido relevante.

Em 2009 nasceu o Desconstruindo o Universo, uma versão primitiva do que um dia viria a ser o Universo Alternativo um ano mais tarde. Ele era um mix de blog pessoal com cultura inútil/alternativa que, sabe-se lá porque, algumas pessoas gostavam de acompanhar. O layout era um desses free que a gente encontrava por ai (popularmente conhecido como template, que você podia facilmente baixar em sites como o do Maximus e derivados, pessoal da antiga vai lembrar), e não tinha absolutamente nada a ver com o que a gente fazia naquela época, uns tons marrom, bege e verde com umas pistas, uns mapas… um verdadeiro show de horrores hospedado num blogspot da vida, mas foi quando eu descobri que gostava de produzir conteúdo e que talvez eu fosse boa nisso. Só quando nós passamos a realmente ser Universo Alternativo que eu conheci uma das maravilhas do mundo chamada WordPress.

Eu não to contando essa história pra mostrar o quanto eu sou arcaica (eu poderia sentar aqui durante horas e contar como era difícil ter que atravessar a internet atrás de fogo, voltar e ainda correr o risco de perder o fogo no meio do caminho em alguma chuva ou queda acidental num lago, ou como era a vida sem a roda), mesmo porque nóis queria continuar parecendo que tem 16 anos, né nom? Mas a ideia é situar que existe todo um passado antes disso tudo aqui. E por que eu falo nós? Porque o Universo Alternativo foi uma equipe maravilhosa e teve anos de glória. Chegamos, inclusive, a ser um portal de entretenimento, mas matamos isso. Houve guerra civil (caça as bruxas com forcados e tochas) e muitas pessoas quase morreram no processo. Desde então eu tento voltar a blogar. Já tive alguns outros blogs que, definitivamente, não foram pra frente. Tentei erguer projetos conjuntos, tentei inclusive retomar o que o UA foi algum dia, mas não fui nada feliz na minha jornada, chegando inclusive a pensar que eu realmente não sirvo mais pra isso.

Eu desisti, e depois desisti de desistir, porque blogar é algo que me faz falta. E depois de muito pensar, eu decidi que o Universo Alternativo tinha que voltar com uma cara e forma totalmente diferente do que ele já teve algum dia (não tão diferente assim, porque afinal de contas a ideia inicial de blog pessoal será mantida), porque neste momento nós não somos uma equipe. Neste momento é a Gisela que está aqui tentando colocar em palavras alguns sentimentos que estão enroscados há algum tempo, tentando reaprender essa coisa de compartilhar ideias. Eu deixei de lado a questão do entretenimento e decidi falar um pouco de mim, trazer o conceito de Universo Alternativo de volta e encontrar pessoas que queiram compartilhar do meu universo.

Esses dias eu estava passando por ai na internet e encontrei um post no Starships and Queens (um blog que eu acompanho há algum tempo), chamado Sobre Escrever e Publicar, que me motivou bastante, porque ela expressou o que eu queria dizer, ou talvez ela tenha me ajudado a entender o que eu realmente queria voltando a ter blog? Quem sabe…

Não estou voltando pro mundo dos blogs pra ser blogueirinha famosa e ganhar seguidores, estou escrevendo aqui porque eu gosto de compartilhar minhas histórias (não que a minha vida seja legal de ser compartilhada), quero poder voltar a ler as minhas próprias lembranças e rir delas, rir da forma como eu consigo ser totalmente estúpida em determinados momentos. Quero reler minhas crônicas e entender pontos da minha vida de uma outra perspectiva. Pela primeira vez em muito tempo eu estou escrevendo pra mim, mas será muito bom se você quiser participar também!

Pseudo intelectual, aspirante a fotógrafa, curiosa por natureza, cheia de ideias revolucionárias que nunca vão chegar a lugar algum. Gosta de filmes de terror, séries dos mais variados tipos e livros dos mais distópicos possíveis. Caiu na besteira de querer ser programadora, mas depois de um tempo foi fazer publicidade e hoje ganha a vida resolvendo problemas que as pessoas não sabiam que tinham. Já tentou ser mestre pokémon, não gosta de princesas e não sabe ser uma menina meiga. Apaixonada por mitologia, vampiros e qualquer outra coisa sobrenatural. Fala mal de tudo, inclusive das coisas que gosta.

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