Consulta #6 – Lose Yourself

Doutor;

Quantas vezes você já se perdeu nesta semana? E eu não estou falando de virar a esquina errada e acabar numa rua desconhecida, eu estou me referindo a se perder de verdade, daquelas vezes em que a gente nem sabe direito quem é e tenta procurar nos outros aquilo que tá faltando. Sabe como é? Eu sei bem, queria não saber, mas eu sei. Talvez eu tenha passado muito tempo tentando achar fora de mim tudo aquilo que fazia falta. Tempo demais tentando me conectar a pessoas que talvez não fossem as certas, única e exclusivamente pra ceder aos caprichos do ego.

Ego is a bitch, ainda mais bitch que o karma, se é que você me entende. Aquela pontinha de vaidade que nos preenche e faz agirmos como imbecis. Karma é aquela coisa que, querendo ou não, a gente não consegue controlar, já o ego a gente até controla, mas será que queremos? E é ai que a gente acaba se perdendo, nessa batalha ridícula de ego, vaidade e orgulho. Você pode até pensar que essas palavras são sinônimos, mas eu diria que elas são complementares, um não existe sem o outro, da mesma forma que nós nunca aprendemos a ser nós mesmos se estivermos com elas.

Engraçado.

Eu estava ouvindo Eminem hoje cedo. Eu sei… Eu não gosto de rap, mas por algum motivo essa música entrou no aleatório e algumas palavras me fizeram pensar. “Se você tivesse uma chance ou uma oportunidade para ter tudo o que você sempre quis, você pegaria ou deixaria escapar?” Então entra aquela questão: o que você sempre quis é aquilo que vai te fazer bem? Você vai mesmo precisar se perder em você mesmo pra descobrir? Eu me perdi, e vou te dizer que não é uma das melhores coisas da vida. Na verdade, o pior de se perder é querer se achar e estar tão cheio de si que não consegue se reconhecer mais. E quando você se perde, encontrar o caminho de volta é bem mais difícil.

O problema do mundo é e sempre será essa batalha de egos, onde ganha aquele que for o mais desinteressado possível. Mas será que ganha mesmo? Até que ponto vale? Somos todos perdidos em nossos egos, com as nossas vaidades e orgulhos. Somos tão perdidos que até Satã sentiria inveja, caso ele se importasse.

You can do anything if you set your mind to man.

Pseudo intelectual, aspirante a fotógrafa, curiosa por natureza, cheia de ideias revolucionárias que nunca vão chegar a lugar algum. Gosta de filmes de terror, séries dos mais variados tipos e livros dos mais distópicos possíveis. Caiu na besteira de querer ser programadora, mas depois de um tempo foi fazer publicidade e hoje ganha a vida resolvendo problemas que as pessoas não sabiam que tinham. Já tentou ser mestre pokémon, não gosta de princesas e não sabe ser uma menina meiga. Apaixonada por mitologia, vampiros e qualquer outra coisa sobrenatural. Fala mal de tudo, inclusive das coisas que gosta.

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