Sangue e Areia… e Nudez

Quem nunca ouviu falar de Spartacus? Seja rondando a história ou estrelando no cinema o personagem mostrou que tem uma vida repleta de informações para mostrar ao mundo. Tem gente que ainda não sabe que o cara existiu de verdade, mas ele existiu. Aliás, existiu e deixou sua marca junto aos demais 90 mil escravos que se uniram à causa. Spartacus foi um militar que acabou caindo nas garras do império romano. Todos os exércitos que enfrentavam Roma e se rendiam após a derrota eram transformados em escravos, portanto é fácil imaginar que existiam muitos escravos em Roma, ao julgar pela quantidade de territórios dominados pelo império. Muitos desses escravos acabavam se tornando gladiadores. Se não tinham morrido na guerra, morriam na arena. Spartacus, porém, não morreu na arena, ele se tornou o maior gladiador de sua época e cansado de ser escravo provocou uma rebelião que mexeu com Roma de ponta a ponta. Depois de ter sido imortalizada no cinema essa história tenta fazer o mesmo na tv com a série Spartacus: Blood and Sand do canal Starz.

O canal Starz tem apostado alto em suas séries. Já imagino ele se igualando à HBO e Showtime no futuro. Spartacus tem suas qualidades e seus defeitos, mas os defeitos – que não são poucos – não me fizeram desistir de assistir. O principal motivo foi o visual. A fotografia é espetacular, fazendo cenários abertos e fechados parecerem sonhos. Os efeitos também são atraentes, só que já não são perfeitos. Em cenas de perfurações e cortes os efeitos visuais deixam a desejar em alguns momentos, nos dando um lembrete que aquilo não é real. Por outro lado o formato artístico dado ao derramamento de sangue me agradou. É totalmente exagerado, fazendo um corte liberar litros de sangue virtual. Com certeza não agradará a todos, mas se levado pelo mesmo lado que levei será melhor compreendido. Outro ponto é a nudez, que para mim é considerado ponto positivo. Vamos ser francos, quem não gosta de ver corpos maravilhosos do sexo oposto nús? Algumas vezes me assustei, porque não são apenas as mulheres que ficam nuas. Alguns homens tiram suas tangas e mostram sua ignorância. Para minha felicidade a maioria da nudez é feminina.

Como nada é perfeito preciso comentar os defeitos de Spartacus: Blood and Sand. Vai do roteiro até as atuações. As vezes contratar atores/atrizes desconhecidos ou com pouca experiência é uma boa opção, mas nem sempre dá certo. Os únicos rostos conhecidos na série são de Lucy Lawless – a eterna Xena – e John Hannah – o mais experiente de todos, até mesmo no cinema. Fora esses dois o elenco é inexperiente, incluindo o protagonista Andy Whitfield, que não passa de um rosto bonito e um corpo adequado ao personagem. O roteiro é bastante falho em algumas partes. A proposta do Starz era focar no Ludus, – local onde os gladiadores são mantidos e treinados – mas não era necessário levar esse foco tão a risca. A repetição de cenários, personagem e assuntos cansam um pouco. O foco devia ser os gladiadores e o império romano. Não há um momento em que Roma pare de fazer politicagem, e a única politicagem da série é voltada para interesses pessoais de Batiatus – John hannah, dono do Ludus onde Spartacus vive. O roteiro também falha ao dar muito sentimentalismo ao protagonista. Naquela época a humanidade já estava bastante civilizada, mas a selvageria ainda era pesada. Isso faz com que, pelo menos, haja um equilíbrio entre boas ações e más ações. A direção é aceitável, sem nada demais.

Colocando numa balança comum, o certo seria não assistir Spartacus: Blood and Sand. Mas não se deve usar uma balança comum, pois as qualidades da série valem por dois. O melhor é a quantidade de episódios. São apenas 13. O pior são as complicações que a série teve. Andy Whitfield foi diagnosticado com câncer e preferiu se afastar da série para fazer tratamento. Mesmo assim o Starz resolveu produzir uma minissérie – para alguns considerada uma tentativa de 2° temporada – onde seria mostrado um prólogo. Chama-se Spartacus: Gods of the Arena e tem Lucretia – Lucy Lawless – e Batiatus – John Hannah – como protagonista, possuindo 6 episódios. Mais uma vez, pelo que parece, teremos o Ludus como foco excessivo. Logo começarei a assistir a minissérie para ver como essa história termina.

Universo Alternativo é um blog de entretenimento (ou não), criado em meados de 2009 e, quando nada deu certo, foi morto e reinventado a partir do zero (em 2014) como se nada tivesse existido antes. Gerado diretamente do Caos (Caos), assim como seus irmãos Nyx (Noite) e Érebo (Escuridão), UA é a personificação dos universos paralelos existentes no Cosmos. Para um melhor entendimento sobre o assunto, indicamos o estudo de mitologias de um modo geral.

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