Os queridinhos da américa

Como é sabido, o Globo de Ouro já premiou os melhores de 2010 de acordo com a opinião dos votantes. Muita gente ficou decepcionada com algumas escolhas, outras ainda mais decepcionadas com a ausência de alguns títulos em certas categorias, mas tudo correu bem. Me parece que a maioria aceitou o resultado e enfiou o rabo entre as pernas. Eu não sou um dos satisfeitos, mesmo tendo acertado alguns resultados. No entanto, só me resta comentar os queridinhos da crítica americana. Pelo menos os que eu já assisti.

O maior queridinho é A Rede Social, que com 4 prêmios fechou a noite, incluindo Melhor Filme (drama), Melhor Diretor, Melhor Roteiro e Melhor Trilha Sonora. No meu post sobre os indicados acabei apostando em A Rede Social para Melhor Filme e Melhor Roteiro. Eu ainda não havia assistido muitos dos filmes presentes na lista, por isso era um pouco difícil decidir qual merecia mais. O meu queridinho é 127 Horas e ele não estava na lista de Melhor Filme, mas estava na lista de Melhor Roteiro. Só tive a oportunidade de assistir ao filme após o post ter ido ao ar, o que fez minha opinião mudar totalmente. Assim como o roteiro de A Rede Social, o roteiro de 127 Horas foi muito bem realizado, se tornando, junto ao vencedor, um milagre. Ambos tratam de histórias paradas, tornando-os grandes candidatos a se tornarem filmes chatos. Os roteiristas transformaram os dois em algo muito diferente do que se esperava.

O segundo maior queridinho é O Vencedor. Um filme que vem sendo muito bem falado pela crítica norte-americana e arrancando elogios pela atuação de Christian Bale. Eu também acertei ao apostar em Bale para Melhor Ator Coadjuvante, mas errei em apostar em Amy Adams para Melhor Atriz Coadjuvante. Mas acabou dando no mesmo para O Vencedor, que levou dois prêmios, incluindo a de atriz coadjuvante, porém para Melissa Leo.

Os dois queridinhos citados foram indicados ao prêmio de Melhor Filme, juntamente com A Origem, Cisne Negro e O Discurso do Rei. Só me resta assistir último, o que me leva a grande pergunta: não tinha mesmo lugar para 127 Horas nessa lista?

A Origem já foi comentado no blog. É um grande filme, muito bem dirigido e pontuado por Nolan. Assim como também possui um ótimo roteiro, mesmo se tornando confuso para algumas pessoas. É o representante dos filmes de alto orçamento e foi um dos mais bem falados no ano. Perdeu a força perto do final de 2010, mas continua forte como filme.

Cisne Negro é um bom filme, mas nada muito além da grande atuação de Natalie Portman, que para mim salvou Aronofsky de ter sua direção contestada. Não que o filme seja mal dirigido, mas quem conhece outros títulos do diretor sabe que ele já foi mais ousado. O melhor de Cisne Negro, tirando a atuação de Portman, são os conceitos sombrios e artísticos.

O Vencedor é um filme com a receita certa para fazer barulho em Hollywood. Pegue uma pitada de DRAMA FAMILIAR, misture com um tempero de DROGAS e enfeite tudo com uma grande TRAJETÓRIA DE VITÓRIA. Além de ser um filme de história real, baseada num lutador de boxe. Tanta mistura acaba gerando expectativa. A facilidade de Bale moldar o físico, emagrecendo e engordando, também chama a atenção do público.

Acredito que o Oscar será, dessa vez, bem parecido com o Globo de Ouro. Ano passado o Globo de Ouro foi mais surpreendente ainda que o desse ano (o desse ano, nesse categoria, não foi surpreendente pra dizer a verdade), premiando Avatar como o melhor filme. O Oscar fez o certo e não premiou Avatar, em compensação premiou Guerra ao Terror enquanto tinha melhores – e muitas – opções. É claro que tudo isso não depende apenas de gosto crítico e paixão, muitas vezes as oportunidades e conversas de trabalho fazem o vencedor. Só nos resta aguardar o Oscar 2011 e rezar por algumas surpresas.

Logo falarei mais desses filmes. Também falarei de O Discurso do Rei, assim que o assistir. Por enquanto fica registrado apenas uma leve opinião do resultado do Globo de Ouro, além de pequenos comentários sobre os indicados à melhor filme que já assisti.

Universo Alternativo é um blog de entretenimento (ou não), criado em meados de 2009 e, quando nada deu certo, foi morto e reinventado a partir do zero (em 2014) como se nada tivesse existido antes. Gerado diretamente do Caos (Caos), assim como seus irmãos Nyx (Noite) e Érebo (Escuridão), UA é a personificação dos universos paralelos existentes no Cosmos. Para um melhor entendimento sobre o assunto, indicamos o estudo de mitologias de um modo geral.

Deixe uma resposta