Nos Dias em que me Sinto Hippie

Eu tenho varias fixações na vida e uma das maiores é a inexplicável pelos anos 60. O bom é que eu não sou a unica com esse amor por uma década que passa longe dos dias dessa geração que vivemos, muita gente por aí morre de amores pela década do psicodélismo e dos hippies.

Mas nem só de psicodélia viveu os anos 60. Muita coisa aconteceu nessa época, foi um tempo em que o mundo virou de cabeça para baixo e alguns dos conceitos mais comuns dos dias de hoje começaram a ser traçados nesses anos (principalmente pela juventude da época, que saía nas ruas pedindo liberdade de expressão). Foi um período mágico, com certeza, mas o foco desse post não está no lado sócio-político e sim no lado musical (esse lado musical que nos deixa morrendo de inveja).

Boa parte da riqueza musical dos anos 60 se deve a popularização do movimento hippie. Eles impulsionaram toda a chamada “contracultura” da época. Os hippies pegaram todos os valores e tudo que era considerado “tradicional”, retorceram e jogaram no lixo. E quando eu digo tudo, é tudo mesmo, desde a moda às artes plásticas. Só que na música é que foi definido o estilo que, depois, passaria para as roupas. A música hippie de início era a mistura do folk do interior norte-americano com ritmos orientais (principalmente sons característicos da Índia) e africanos (essencialmente os tambores).

Quando os grandes artistas do momento descobriram essa mistura musical, não perderam tempo e misturaram o rock feito na época com a sonoridade hippie. A lista de bandas que fizeram isso nos anos 60 (e que fazem até hoje) é enorme, houve até artistas que construíram uma carreira graças a essa idéia como The Mamas and The Pappas e o Jefferson Airplane (duas das bandas que eu mais escuto nos dias em que me sinto hippie).

Beatles e Rolling Stones também não fugiram à regra, principalmente porque eles eram os grandes ditadores de novas tendências musicais da época e quando lançaram sons como Gimme Shelter e Lucy In The Sky With Diamonds, obrigaram vários outros artistas a fazerem algo similar.

O movimento hippie seguiu forte, escandalizando e encantando por quase vinte anos até que os valores foram, de certa forma, renovados em boa parte do mundo e as pessoas se acomodaram com o jeito hippie de ser. Mas, mesmo depois de acostumados com os hippies o mundo, não deixou de se encantar com eles, até hoje eles inspiram mais canções, pinturas e peças teatrais como o musical Hair (que ganhou a versão brazuca que eu vou assistir).

E para quem pensa que hippie era só paz e amor, saiba que eles lutaram por grandes causas como os direitos homossexuais, a liberdade feminina e de expressão. Aqui no Brasil eles foram duramente reprimidos nos anos 60 e 70 pela ditadura militar, já que a democracia era base de sua cultura. E o principal hippie é sinônimo de criatividade, e graças a toda essa incrível capacidade de criar e inovar eles se tornaram um capítulo interessantíssimo na história da música contemporânea.

Bom, é isso Runaway’s

Até a próxima

Flower Power!


Universo Alternativo é um blog de entretenimento (ou não), criado em meados de 2009 e, quando nada deu certo, foi morto e reinventado a partir do zero (em 2014) como se nada tivesse existido antes. Gerado diretamente do Caos (Caos), assim como seus irmãos Nyx (Noite) e Érebo (Escuridão), UA é a personificação dos universos paralelos existentes no Cosmos. Para um melhor entendimento sobre o assunto, indicamos o estudo de mitologias de um modo geral.

2 Comments

  • Lena Victim U2

    7 de dezembro de 2010 at 12:32 pm

    Eu viajei na frse final do post,liguei o Flower power ao Brandon Flowers,mas darling,você sabe que tenho problemas com ele.
    Amei o post,você foi perfeita quando citou a importância que tiveram essas pessoas que não eram levadas a sério mas ajudaram a mudar a realidade e a construir a atualidade com seus conceitos.

    E o ônibus é tão cute!

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  • Joymad

    8 de dezembro de 2010 at 10:52 pm

    cara, gostei do post!
    me lembrou muitas coisas que vivi e muitas musicas que escutei durante momentos hippie’s…
    A unica coisa que eu não entendo é que, com tanta criatividade que havia desde antes daquela época, como algumas pessoas chegam a chamar bandas como Restart de “rock” em público…

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