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Hey Runaway’s!

Depois de uma semana de hiato, estou de volta aqui no UA. Confesso que durante o processo de criação desse post eu passei por momentos de secura mental e hiperatividade, enfim, tive momentos em que não conseguia escolher um tema por falta e por excesso de opções. Entretanto um tema em especial se destacou dos outros: os musicais (coisa que eu ando ouvindo e vendo muito ultimamente), mas como eu ja tinha falado aqui de musicais no cinema, eu escolhi um que nunca foi parar nas telonas (bem que poderia) e é o meu musical favorito, Cats.

A história pode parecer muito simples para quem não conhece, um bando de gatos, mas a base da trama está nas poesias do gênio T. S. Eliot, criadas para o livro: Os Gatos de 1939. Nesse livro as personagens felinas são nada mais do que uma reflexão profunda da alma humana, ou seja, um bando de gatinhos humanizados, mas que não deixam de ser gatos! O livro de Eliot (escrito originalmente para ser um simples presente de natal para seus afilhados) se tornou um enorme sucesso entre os adultos, já que esses perceberam a humanidade dos gatinhos do livro.

Quarenta e Três anos depois o, então futuro- gênio, Andrew Lloyd Webber resolve musicar alguns poemas do livro que mais marcou sua infância e, em um belo dia, alguém lhe falou: “Isso daria um belo musical”. Andrew, que não é nenhum pouco bobô, procurou a família de Eliot e pediu autorização para criar, a partir dos poemas de Os Gatos, um musical. A família autorizou e deu o pontapé inicial naquilo que seria um dos mairores sucesso da Broadway e do New London Theatre. O começo foi difícil, já que os poemas não eram suficientes para criar músicas para os dois atos que o musical deveria ter, isso obrigou Andrew a se juntar com outros compositores para tentar criar outras músicas dentro da temática do espetáculo, por sorte a família de Eliot sempre esteve ao lado dele e sua equipe e os presenteou com alguns rascunhos do autor. Destes rascunhos seria tirada as estrofes da música Memory, simplesmente uma das canções de maior sucesso da história, sendo gravada por mais de 170 artistas (entre eles, a brasileira Paula Lima que participou da versão brazuca de Cats).

Depois de pronto, a peça estreou em 1981, em Londres, e três anos mais tarde foi para Nova York, tornando-se o maior sucesso da Broadway. A história dos gatos Jellicle (palavra que só eles sabem o significado) encantou todo o mundo, mostrando o universo dos gatinhos de rua (de quem eu sinto muita dó) com emoções humanas, sem falar que a habilidade de dança e canto dos atores era assustadoramente impressionante, pois eles se moviam como se fossem gatos mesmo. As canções, em sua maioria, tirada dos poemas de Eliot, são lindas “praguinhas” que entram na cabeça da gente e não saem mais e Memory, que por sua vez, leva muitos (inclusive eu) ás lagrimas sempre.

Cats, como todo musical (tirando o Fantasma da Ópera que é um musical exibido como se fosse uma ópera propriamente dita), é dividido em dois atos e cada música indroduz um personagem novo a trama, alguns entram e saem, já outros, como são parte do bando Jellicle, participam de todo o espetáculo. Os personagens mais famosos do bando são: o The Rum Tum Tugger, um gato muito malandro que tem várias namoradas e enrola todas elas (conheço uns humanos que são igualzinhos); o Mr. Mistoffelees, o gato mágico; o Munkustrap, que é um dos mais populares do bando e, por fim, mas não menos importante, a linda Grizabella, que era a diva dos Jellicle, mas abandonou o bando para conviver com os humanos e quando regressa é menosprezada pelos demais (ahhh, é ela quem canta Memory).

Outro ponto legal de Cats é que aquele mito de que os gatos tem sete vidas é reforçado, pois a chamada “Noite dos Gatos”, descrita no musical, é a noite em que o Old Deuteronomy (o mais velho dos gatinhos) escolhe aquele que vai reencarnar, ou seja, aquele que passará para a próxima de suas sete vidas (detalhe: durante toda a peça você acha que o escolhido vai ser um e no final…Você se surpreende!).

Bom, até aqui vocês já estão por dentro de tudo que rola em Cats, ou melhor, quase tudo, porque eu não sou idiota de contar o final. Enfim, se você gosta de gatos, vá ver Cats, a versão brazuca bombou esse ano (e dizem que ela voltará para apresentações finais lá no Teatro Abril, em SP) e mesmo se você não curte felinos, mas quer ver uma história que fala sobre experiências de todas as fases da vida, de amizade e está a fim de se emocionar, veja Cats, procure no Youtube ou compre o DVD do musical original, vale á pena!

Memory – Cats (interpretada pela diva Elaine Paige)

Versão brasileira de Memory (interpretada por Paula Lima)

Até a Próxima Runaway’s

Bye Bye, ou melhor, MIAU!!

JELLICLE KISSES!!

Universo Alternativo é um blog de entretenimento (ou não), criado em meados de 2009 e, quando nada deu certo, foi morto e reinventado a partir do zero (em 2014) como se nada tivesse existido antes. Gerado diretamente do Caos (Caos), assim como seus irmãos Nyx (Noite) e Érebo (Escuridão), UA é a personificação dos universos paralelos existentes no Cosmos. Para um melhor entendimento sobre o assunto, indicamos o estudo de mitologias de um modo geral.

3 Comments

  • GuXta

    30 de novembro de 2010 at 9:34 am

    Pois é… Você escolheu muito bem. Eu nunca assisti Cats ao vivo, mas tenho em dvd. É difícil explicar o que se sente ao ver as coisas acontecendo no palco. Bem difícil mesmo. Vc soube dar uma boa resumida, mas só acompanhando a estória para poder saber do que estou dizendo, assim como do que vc está escrevendo. Espero que com esse post muitos o façam.

    Tb não tinha visto a performance brasileira. É bonita, mas infelizmente os recursos para as peças aqui no Brasil são tão mínimos que fica impossível chegar aos pés da Broadway e Londres. Uma pena.

    Quanto à adaptação para o cinema, sinceramente acho que deve continuar assim. Fico tão assustados com as coisas que aparecem por aí que é preferível dessa forma. Não sei se existe mais de uma gravação do espetáculo, mas só o que eu tenho já basta. Por outro lado tb é possível que fique uma boa adaptação, caso seja colocado nas mãos certas. A questão é: como teremos certeza? O único exemplo que me veio à cabeça agora foi o último filme do King Kong. Uma merda completa. E o diretor era o cara mais indicado na época: Peter Jackson. Deu no que deu.

    Valeu muito o post. Se tiver mais musicais ou peças em geral para comentar não pense duas vezes antes de publicar.

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  • Amanda

    30 de novembro de 2010 at 2:11 pm

    Cats é realmente um espetaculo para os olhos e ouvidos, assim como todos os musicais escritos pelo genio Andrew Lloyd Webber, e embora eu nao o tenha assistido quando estava em cartaz, devo dizer que pelo que assisti é simplesmente incrivel!! Tomara que volte para o teatro em breve!

    Lidy, como sempre seus posts arrebentam!! Maravilhosooo!

    @amanda_pingo

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  • Lena Victim U2

    6 de dezembro de 2010 at 11:08 am

    Esses post ficou lindo,amei!Na semana passada a cantora Paula Lima que faz parte da peça de uma entrevista no Rock Bola (programa de humor esportivo aqui do Rio) e ela estava comentando que aqui no Rio foi mais dificil de fazer porquê as apresentações foram em uma casa de show,então as pessoas tinham o costume de levar latinhas de refrigerante,biscoitinhos e tals que fazem um barulho que incomoda muito,atrapalha a concentração mas apesar de tudo foi bacana.

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