Quando a peste negra chega, o pau quebra!

Já foram muito comuns os filmes com temas cristãos. Alguns deles criticavam o cristianismo, ou pelo menos a forma como ele era colocado antigamente. Não é surpresa alguma lembrarmos de como a igreja se comportava em séculos passados. Isso deu uma acalmada. Os tempos mudaram, e o que está na moda são outros gêneros. Mas uma vez ou outra esses filmes ainda aparecem. Black Death (Morte Negra) é um.

Não adianta procurar por Black Death nos cinemas de sua cidade. Esse é um título que saiu direto em dvd aqui no Brasil. Então a forma correta de encontrá-lo é nas locadoras. Elas saíram de moda, eu sei, mas o ele ainda não está à venda. Primeiro é preciso ganhar dinheiro, não é? Afinal não foi de graça. Só que na verdade mais vale uma locação que uma compra. O filme não é ruim, mas também não é bom. O bom de Black Death é seu plot e seu desenvolvimento, porém ele peca nas questões técnicas, principalmente na direção e na montagem. O único que consegue se salvar é o diretor de fotografia, mas apenas por não ter colhões o suficiente para criar. Ele foi esperto e preferiu fazer o de sempre em filmes épicos/medievais. Deixar a cor no mesmo tom quase ausente para representar o clima sombrio, e utilizar uma paleta colorida normal para cenas em geral. Nada de inserções específicas ou subjetivas. O diretor, Christopher Smith, é responsável por apenas filmes de terror B (Triângulo do Medo, Plataforma do Medo e Mutilados do Medo… Sacanagem, esse último não tem “do medo”), o que na minha opinião não tem absolutamente nada a ver com Black Death. Mas como não sou eu quem produz… Aliás, quem produz é uma empresa independente alemã (Egoli Tossell Film), o que também provocou uma distribuição pequena, dando consequência a uma expectativa ainda menor, gerando o lançamento direto em dvd. O filme realmente não estava destinado a ser grande, resta saber se é por já haver conchavo entre os envolvidos ou por eles não estarem a fim de gastar muito. O elenco também é fraco, com a exceção de Sean Bean, mais conhecido como Boromir (O Senhor dos Anéis) ou Chambinho (essa já é por minha conta) e Carice Van Houten (Repo Men, Valkyrie).

Por que eu gostei do filme? Para começar eu adoro épicos/medievais, e depois ele é focado em religião e comportamento humano. Tudo se passa no período em que a peste bubônica começa a assolar a Inglaterra. A igreja dizia que aquela doença era um castigo de Deus, para que todos testemunhassem sua ira. Um monge, que já vivia se perguntando ser ou não merecedor dos cuidados e ensinamentos divinos, por amar e ter se deitado com uma mulher, resolve ajudar uma pequena comitiva que estava à caminho de uma vila onde a doença não havia chegado. Diziam que o motivo da vila continuar intacta era por estar sob o domínio de uma bruxa necromante. As ordens foram para que a comitiva, que tinha sido enviada pelo bispo, encontrasse e matasse a responsável. No fim o filme se fecha em uma grande revolta e abre um questionamento: quem está certo? Será aquele que mata em nome de uma crença ou será aquele que vive sua vida livre para acreditar no que bem entender? É errado fazer uma escolha diferente das demais? É condenável? Assistam ao filme e tirem suas próprias conclusões. E se der, comentem para que eu saiba quais foram elas!

Universo Alternativo é um blog de entretenimento (ou não), criado em meados de 2009 e, quando nada deu certo, foi morto e reinventado a partir do zero (em 2014) como se nada tivesse existido antes. Gerado diretamente do Caos (Caos), assim como seus irmãos Nyx (Noite) e Érebo (Escuridão), UA é a personificação dos universos paralelos existentes no Cosmos. Para um melhor entendimento sobre o assunto, indicamos o estudo de mitologias de um modo geral.

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