Os brinquedos estão de volta!

Eu me lembro primeiro Toy Story. Como foi bom assistir os brinquedos criarem vida e ingressarem numa aventura pelo mundo real. Depois veio o segundo, não tão bom quanto o primeiro, mas ainda divertidíssimo. Agora, há um pouco mais de dois meses, sai a conclusão dessa divertida estória. Basta dizer que a Pixar mais uma vez fez um trabalho brilhante e não faz feio em suas continuações.

Eu adoro animação. Podemos separar esse cenário entre antes e após Pixar. Claro que estou falando de animação computadorizada, porque se formos falar de animação como um todo, a Disney tem que estar em primeiro lugar. Imagina uma junção disso, então. Só pode resultar em coisas maravilhosas.

As animações feitas hoje em dia, principalmente pela Pixar, servem para todas as idades. A criança se maravilha vendo um mundo de cores na tela, e ri com os movimentos colocados em ação. O adolescente ri com as piadas, seja ela boba ou mais séria. Assim como o adulto, que percebe melhor aquele contexto adulto que é posto no filme justamente para ele, além da mensagem passada. Os idosos não ficam de fora, e com certeza também se divertem, e tendo meu avô como prova viva disso, eu diria que se tornam uma mistura de todas as idades. Pelo menos o Seu Osvaldo não para de rir, seja na piadinha boba, na séria, ou simplesmente quando alguém é jogado longe e bate na parede se desmontando todo. Esse é o espírito. Diversão garantida.

Nessa sequência, para quem ainda não viu, o que acho até difícil acreditar, Andy está com 18 anos e prepara-se para ir à faculdade. Isso significa que há algum tempo ele já não brinca com seus brinquedos e que agora irá deixá-los de lado para sempre. Os brinquedos se preocupam com isso e entram em desespero. Será que ficarão guardados para sempre? Será que serão jogados no lixo? Será que serão doados? Todas as opções são relacionadas no filme, e um pouco de cada é representada. O mais interessante é que com algo tão simples se consegue passar uma mensagem grandiosa, que vai de amadurecimento e amizade, até abandono, mudança e relações familiares.

Devo confessar que sou um chorão de carteirinha quando o assunto é filme. Me emociono fácil com certas cenas, seja rindo, ficando tenso, chorando ou tendo medo. Com Toy Story 3 é muito fácil cair em lágrimas no final, pois só ali você percebe algo muito triste, que ao mesmo tempo é alegre e confortável.

O que mais impressiona é que esse tipo de filme dá esperanças para algumas pessoas. Um vez ouvi um caso que aconteceu numa dessas casas de deficientes. Um conhecido, que faz um podcast, foi doar alguns brinquedos e entre eles tinha um Buzz Lightyear. Enquanto ele conversava com algumas pessoas na sala ao lado, viu uma cena tocante. Um dos internos, que era um menino portador de síndrome de Down, deixou o boneco no meio da sala de aula e correu para a porta, dando tchau. Quando saiu, ficou olhando escondido, só com uma parte da cabeça, esperando que o boneco adquirisse vida e levantasse.

Os novos personagens não são tão interessantes quanto os já principais, mas era necessário acrescentá-los, ainda mais com o tema abordado. O mais interessante dos novos é o Ken, que dá um ar cômico nas cenas que aparece, junto com a Barbie, que era a boneca da irmã de Andy. Também existe o Lotso, o ursinho de pelúcia roxo com cheiro de morango, mas que é o vilão. Entre todos os brinquedos já conhecidos de todos, meu preferido é o Sr. Cabeça de Batata. Não existe outro mais hilário que ele, pelo que ele fala e pelas coisas que acontecem.

Quem ainda não assistiu, assista! Quem assistiu, comente! Quero saber quais foram as reações que o filme causou. Principalmente no final.

Universo Alternativo é um blog de entretenimento (ou não), criado em meados de 2009 e, quando nada deu certo, foi morto e reinventado a partir do zero (em 2014) como se nada tivesse existido antes. Gerado diretamente do Caos (Caos), assim como seus irmãos Nyx (Noite) e Érebo (Escuridão), UA é a personificação dos universos paralelos existentes no Cosmos. Para um melhor entendimento sobre o assunto, indicamos o estudo de mitologias de um modo geral.

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