Família, guerra, loucura…


Hoje não é dia de falar de nenhuma série. Hoje é dia de falar de um excelente filme: Entre Irmãos.

Quando vi o trailer de Entre Irmãos, há cerca de um ano, fiquei com uma grande expectativa. Isso costuma ser ruim, porque se ele não supera as expectativas, você provavelmente achará ruim. Felizmente isso não aconteceu comigo. Minhas expectativas foram superadas, e muito!

Você se lembra do último ganhador do Oscar de melhor filme? Guerra ao Terror. Um filme de guerra, mas que na verdade mostra o lado ruim dela, e não a glória. Eu não gostei de Guerra ao Terror, muito menos que ele tenha sido o vencedor do Oscar. Eu também não torcia para Avatar, não mesmo. Detestei aquele filme que só se salvou pelos efeitos visuais e ganhou aquele amontoado de dinheiro devido a um gigantesco marketing em cima de James Cameron. Para mim o vencedor do Oscar, por mais difícil que estivesse esse ano, deveria ter sido Amor Sem Escalas – que nome terrível. Mas chega de Oscar, só quis comentar Guerra ao Terror por um momento e dizer que se Entre Irmãos estivesse lá naquele dia, talvez um verdadeiro filme com esse tema tivesse ganhado merecidamente.

Entre Irmãos faz o que Guerra ao Terror tenta fazer, com maestria. Por que devemos ir à guerra? Existe uma resposta para essa pergunta? Alguns dirão que é para defender a pátria e mostrar que somos homens honrados e corajosos. Por favor, não me entenda mal, mas minha honra é mais bem-vinda protegendo minha família dentro de casa e minha coragem é melhor mostrada quando saio de casa para trabalhar. Nada comparado à guerra, já que não irei ver explosões, – ou me explodir – nem dezenas de corpos espalhados pelo chão, – ou um pedaço do meu a um metro de distância – e outros pequenos detalhes. Ainda bem, porque assim eu conseguirei retornar para casa e dormir em paz. Mas e quem vai à guerra? Pois é, lá vamos nós.

Entre Irmãos não é um filme sobre irmãos, é um filme sobre nós, seres humanos. É um filme sobre sentimentos a flor da pele. É uma representação do que somos. É um filme sobre um homem, Sam Cahill, – Tobey Maguire – que ama seu país e se sente bem defendendo-o, então, mais uma vez, ele é chamado para ir servir distante de casa, no Afeganistão. Ele deixa para trás a esposa, Grace Cahill, – Natalie Portman – e duas filhas em uma casa, seu pai e sua madrasta em outra e um irmão, Tommy Cahill, – Jake Gyllenhaal – recém solto da cadeia, em um hotel. Por algumas semanas tudo corre bem, até que a notícia de que Sam teria sofrido um acidente e morrido chega até a família. A tristeza toma conta do ambiente, mas com o tempo a aceitação se manifesta e a presença de Tommy na vida de Grace passa a ser significativa. Eles se envolvem. Depois de alguns meses outra notícia chega: Sam não está morto. Ele estava apenas sendo mantido preso por terroristas e sendo obrigado a fazer coisas que o perturbariam para sempre. Então, de volta, num clima feliz e ao mesmo tempo tenso, as coisas começam a se complicar. Desconfiança, ódio e loucura tomam conta da trama de uma forma impressionante.

O filme é parado. Não é um filme de guerra com tiros para lá e para cá, até porque a guerra só é mostrada como uma base de fundo, alimentando o cenário familiar de uma família normal, tendo que lidar com essa intrusa em casa. Só que o drama pesado faz com que esperemos ansiosos a próxima cena. Eu tive inúmeras reações assistindo. Arregalei a boca e os olhos por quase um minto durante uma cena. E chorei no final, pois entendi perfeitamente do que se tratava o filme.

O elenco está ótimo! Não poderia ser melhor. Tobey Maguire me surpreendeu, merecendo ganhar também um Oscar de melhor ator pelo papel de Sam Cahill. Não foi o caso, mas isso é o de menos. Ele botou pra foder como eu nunca imaginaria que o fizesse. Esqueça o Peter Parker de Homem-Aranha. Jake Gyllenhaal e Natalie Portman estão ok. Não decepcionaram, mas também não fizeram nada excepcional. Bailee Madison, a atriz que fez uma das filhas – Isabelle Cahill – tem um grande futuro pela frente.

Assistam! Vale muito a pena. É impossível matar e ver morrer sem que a nossa alma seja prejudicada. Nunca fui à guerra, e espero nunca ir, mas se eu já sinto o que sinto com toda essa destruição e violência no mundo, assim tão distante, como um mero leitor e espectador, quem dirá lá dentro.

Universo Alternativo é um blog de entretenimento (ou não), criado em meados de 2009 e, quando nada deu certo, foi morto e reinventado a partir do zero (em 2014) como se nada tivesse existido antes. Gerado diretamente do Caos (Caos), assim como seus irmãos Nyx (Noite) e Érebo (Escuridão), UA é a personificação dos universos paralelos existentes no Cosmos. Para um melhor entendimento sobre o assunto, indicamos o estudo de mitologias de um modo geral.

2 Comments

  • Lena Victim U2

    17 de agosto de 2010 at 4:56 pm

    Dude,eu vi o trailer desse filme a um tempo tbm e fiquei bem louca pra assistir,mas a preguiça se faz maior e ainda não baixei o filme,fail pra mim!
    Bom saber que ele é tão bom quanto imagino que seja.
    Engraçado que eu só prestei atenção no trailer na hora por causa de Never Say Never do The Fray que faz parte da trilha oficial do filme.
    Adorei o post mas fiquei ansiosa (again) pra assistir!

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