Comodismo de merda

Estou com este post na cabeça desde segunda feira, talvez por motivos especiais, talvez por outros fatores, não sei dizer. A verdade é que eu fico emputecida com certas coisas e tenho que calar a minha boquinha pra não desgraçar com o mundo e mandar todos pro quinto dos infernos. Enfim, se o texto parecer uma indireta pra uma pessoa que, possivelmente (total certeza), lerá isso, desculpe, não é, mas eu te usei pra fazer meu post, bgs.

Uma das coisas que passei a pensar (e acreditar) ao formular isso é o quanto o ser humano é burro, medíocre e capaz de aceitar as piores situações por causa da merda desgraçada que é o COMODISMO (não que eu já não soubesse da incrível capacidade de burrice da nossa espécie, mas este é um fator que agrava a situação).

O ser humano tem uma auto defesa de merda que impede que ele se arrisque ao viver certas situações ou aceitar novos caminhos que podem ser tratados e trilhados em sua vida por causa da PORRA do comodismo. Ou seja, quando alguma coisa se torna cômoda, o bicho ignorante (que somos) nos impede de querer se livrar disso, por mais chato que seja, e então temos preguiça de olhar o que pode ser melhor. Se tá bom, então não precisa mudar.

Mas eu tenho uma opinião diferente sobre isso. A partir do momento que uma coisa começa a atrapalhar, é hora rever seus conceitos e deixar a preguiça, o medo do novo, a ignorância e burrice de lado e aprender a se livrar daquilo que não está bom. Eu vou me usar como exemplo, quando eu namorava:

Um belo dia eu me cansei do namoro (ou seja lá do que quiserem nomear aquilo), estava farta, desgastada, irritada, cansada. Só que eu estava tão acostumada com a pessoa que eu não queria terminar, medo de ficar sozinha, de não ter alguém que atendesse as minhas necessidades, de não me acostumar com a vida de solteira, de sentir falta, de não ter mais alguém pra curar as minhas carências, medo de magoar a pessoa com o termino e… enfim, diversos medos que me fizeram prolongar esse relacionamento por mais alguns meses. O fato é que eu não estava feliz e satisfeita, mas as merdas dos meus medos, ou melhor, a merda do COMODISMO não me deixava terminar, o que foi um total erro (essa não é uma situação hipotética, aconteceu de verdade e comigo).

Onde eu quero chegar com tudo isso? Quero mostrar a vocês como somos, como tendemos a ser quando as coisas se tornam cômodas, e por piores que sejam, não conseguimos largar. Começamos a nos tornar infelizes, desgastados e cansados. Começamos a achar que o problema nem é aquilo, por simples MEDO de dar um basta e acabar com toda essa merda.

E isso não se atribui a apenas relacionamentos amorosos, não! Podemos nos cansar de viver na casa dos pais, ser todo dia aquele inferno maldito, brigas e tudo o mais, e não sairmos porque é cômodo chegar em casa e ter a comidinha da mamãe, suas roupas passadinhas e limpinhas do guarda-roupas… Enfim, são fatores que nos fazem pensar muito bem antes de explodir e mandar tudo pros ares. Mas eu me pergunto: até que ponto isso vale a pena? Nem tudo o que é cômodo é bom e saudável, nem tudo o que é cômodo traz prazer e felicidade, nem tudo o que é cômodo vale a pena… Comodismo é bom, agradável, mas também tem seus limites, como tudo e todos na vida.

O que eu quero dizer com tudo isso é que, às vezes, precisamos colocar tudo na balança e analisar cada situação minuciosamente, para não haver erros, e decidir até que ponto vale continuar levando determinado assunto.

A vida, meus amigos, é muito curta pra ser desperdiçada com coisas que não valem a pena, que não te causam prazer e que não te levam a lugar nenhum. Por isso pense muito bem se vale manter essa situação cômoda, ou se tá na hora de rever seus conceitos e mudar atitudes. Somos ignorantes, mas isso ainda é algo que pode ser mudado, eu acredito nisso!

Esse post não é nenhuma indireta, novamente digo isso pra que fique BEM CLARO, é só a minha opinião sobre. E espero que todos vocês saibam dosar o nível de comodismo. Eu fico emputecida com essas coisas… Até a próxima semana.

Pseudo intelectual, aspirante a fotógrafa, curiosa por natureza, cheia de ideias revolucionárias que nunca vão chegar a lugar algum. Gosta de filmes de terror, séries dos mais variados tipos e livros dos mais distópicos possíveis. Caiu na besteira de querer ser programadora, mas depois de um tempo foi fazer publicidade e hoje ganha a vida resolvendo problemas que as pessoas não sabiam que tinham. Já tentou ser mestre pokémon, não gosta de princesas e não sabe ser uma menina meiga. Apaixonada por mitologia, vampiros e qualquer outra coisa sobrenatural. Fala mal de tudo, inclusive das coisas que gosta.

8 Comments

  • Lena Victim U2

    16 de julho de 2010 at 3:18 pm

    Mais um ótimo post né Gih!
    Acho que vc foi perfeita com relação a essa história do comodismo,é por culpa dele que deixamos de viver os melhores momentos da nossa vida e nem sabemos.
    Eu mesma já passei pela mesma situação que vc mas não por tanto tempo.

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  • Thaís Leicam

    16 de julho de 2010 at 3:24 pm

    Eu confesso que tem algumas coisas na minha vida nesse momento que só estão do jeito que estão por pleno comodismo.
    Não me orgulho e estou tentando mudar.
    Como você disse "Somos ignorantes, mas isso ainda é algo que pode ser mudado, eu acredito nisso!" e eu também acredito!
    Não acho que vou mudar tudo de uma vez, mas de tempo em tempo eu vou mudando.

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  • g.caldeira ϟ

    16 de julho de 2010 at 3:26 pm

    Realmente existem muitas coisas, que nos levam a pensar e não explodir e jogar tudo pro ar, apesar de cansado, é mais fácil e cômodo você não fazer nada. Ótimo post gih, foi bem pensativo ou reflexivo me perdi no comente kkkkkkkk'

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  • Dani

    16 de julho de 2010 at 3:35 pm

    Se o melhor é o bastante, o bom já não é o suficiente… ÓTIMO post, Gih Leigh, como todos os que vc costuma fazer. Desculpa o sumiço, meninas, to sem internet em casa. Mas o blog está lindo, crescendo como eu previ que seria, parabéns a vcs (Lena e Gih) e a todos os novos integrantes que eu nem conhecia, bjos

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  • p€Ð®ººm "Fay kai"

    16 de julho de 2010 at 4:25 pm

    Pode ser que "Esse post não é nenhuma indireta" mais levei na cara lindo agora '-'
    vou ter que pensar um pouco!
    *pensativo*
    a antes que eu esqueça concordo com o anônimo "Falou tudo"

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  • Lidy Runaway

    16 de julho de 2010 at 4:40 pm

    Confesso que esse post me comoveu, eu odeio conformismo, por isso estou sempre tentando mudar minha rotina, fazer coisas diferentes no meu dia-a-dia, o conformismo com a vida e com o mundo me deprime!!!!

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