Belas Maldições

(Good Omens, 2001 de Neil Gaiman e Terry Pratchett)

 

Vamos falar sobre o apocalipse de novo – O fim dos tempos e toda aquela coisa de cavaleiros do apocalipse que todo mundo já conhece, mas vamos falar de um jeito diferente, um jeito que apenas Neil Gaiman poderia fazer: totalmente absurdo e com muito bom humor (ainda que um bom humor meio negro).

O “Belas Maldições: As Belas e Precisas Profecias de Agnes Nutter, Bruxa.” é o único guia confiável sobre o futuro diz que o mundo está para acabar. No próximo sábado antes do jantar para sermos precisos, e todo aquele evento do Apocalipse está se aproximando.

O que é péssimo para o demônio Crowley, e pior ainda para Aziraphale, anjo e dono de livraria. para evitar o apocalipse é preciso encontrar e matar o Anticristo, o que sereia fácil se, no seu nascimento ele não tivesse sido trocado por freiras malignas e desmioladas.

Ou se ele, Adam (o Anticristo), não fosse um garoto legal de 11 anos, orgulho da família, que se preocupa com o meio ambiente e ama seu cachorro – que na verdade é cão do inferno, mas é fofo mesmo assim.

Fora tudo isso, ainda tem os Cavaleiros do Apocalipse: Guerra, Fome, Morte e Peste… (Bom, Peste se aposentou depois que descobriram a Penicilina, então, Poluição ficou no lugar dele) que trocaram os cavalos por motos e estão totalmente atualizados com o mundo atual.

Isso sem falar que o modo que Agnes viu o futuro pode ser bem engraçado. Afinal como alguém que viveu na Idade Média poderia descrever uma TV ou um carro?

O “conflito amigável” entre Aziraphale e Crowley (que é o mais engraçado do livro), que acompanharam a humanidade desde seus primeiros dias, até o ponto de se “humanizarem” eles próprios e suas questões sobre “a vida, o universo e tudo mais” são altamente identificáveis tornando o apocalipse um pano de fundo para o desenvolvimento de dúvidas que todos nós temos.

Por isso esse já é um livro altamente recomendável – e porque o Freddie Mercury é a voz do Inferno também.

 

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