Medo e Delírio em Las Vegas

(Fear and Loathing in Las Vegas, 1972, de Hunter S. Thompson)


“Medo e Delírio em Las Vegas” é um daqueles livros que podem ser considerados o representante de toda uma década.

A história, lançada em uma série de artigos pela revista Rolling Stone – que, então, era a grande porta-voz da contracultura nos EUA – traz um relato, em primeira pessoa, da viajem do jornalista Raoul Duke, acompanhado do seu advogado, Dr. Gonzo, até Las Vegas para cobrir uma corrida de MotoCross.

Com o porta-malas de seu conversível vermelho lotado de todos os tipos de drogas (maconha, cocaína, LSD, éter, Mescalina), os dois saem dirigindo pelo deserto de Nevada, mantendo-se apenas à base de drogas. Eles entram em festas, cassinos e até em uma conferência policial sobre o combate às drogas. Tem fugas espetaculares de hotéis, viagens com as drogas (algumas bem fortes) e o constante medo da policia. Tudo isso motivado pelo desejo de busca ao “Sonho Americano”, o sonho de liberdade.

Em “Medo e Delírio”, Hunter S. Thompson consegue retratar com perfeição o espírito da América nos anos 70: roqueira, drogada e sexualmente liberada, aquela que deixava para trás o sonho hippie e descobria os sonhos etílicos. Você sabe – aquela América que nós queríamos ter vivido.

Em 1998 o livro foi adaptado para o cinema, com Johnny Depp no papel principal de Rauol Duke (que é uma espécie de alter ego de Thompson) e Benicio Del Toro como o advogado, Dr. Gonzo, e se mantém absurdamente fiel ao livro.

Eu recomendo os dois.

“Ainda dá pra ver a marca de arrebentação da grande Onda em que viajamos”. – Dr. Gonzo

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